
Tem obra que termina e vira lembrança. E tem obra que termina e vira rotina.
Na Praça Atlântica, em Santo André, a pista de skate segue no segundo caso. Desde maio de 2024, quando a Overall Engenharia entregou o skatepark dentro do Parque Dr. Sérgio Cyrino da Silva, o espaço não ficou esperando evento para funcionar. Ele foi sendo ocupado como pista boa é ocupada. Aos poucos, depois todos os dias. Com gente chegando, gente voltando, e linhas que vão ficando mais naturais a cada sessão.
No dia 23 de janeiro, a entrega completou 1 ano e 8 meses. A comemoração veio do jeito certo. Com roda girando e pista em uso real. Uma edição do Overall Convida colocou o skate no centro e registrou o que realmente importa. A pista viva.
Uso real e registro do que a pista entrega na prática
A proposta da sessão foi direta. Ocupar a pista, conectar linhas e observar como o espaço se comporta no rolê, com skate de verdade, no ritmo do dia a dia.
O convidado foi o skatista profissional Peter Volpi, com registros conduzidos por Mike Velozo e fotos de Heverton Ribeiro. Além de marcar 1 ano e 8 meses desde a entrega, a sessão reforça um ponto central. Pista pública boa é a que segue cheia depois da inauguração.

Um parque que sustenta a ocupação
Com cerca de 1.000 m², o skatepark foi divulgado como um equipamento democrático, pensado para atender diferentes níveis e estilos.
O entorno também sustenta o uso constante. A pista está dentro de um parque arborizado e completo, com opções que mantêm o espaço em movimento ao longo do dia. Pista de caminhada, quadra poliesportiva, playground, academia ao ar livre, área pet, espaços de convivência e iluminação pública para uso estendido.
Esse conjunto cria uma pista que não fica isolada. Ela vira parte do bairro.

Memória do lugar e a minirrampa mantida no layout original
Existe um detalhe que dá espessura cultural ao espaço. A minirrampa tradicional ligada à história do skate na região foi mantida, preservando o layout original. O trabalho focou em ajustes de proporção, com refinamento de raios e alturas, respeitando a identidade do que já existia e elevando a experiência de uso.
Participação local com a Aclã e contribuição do Léo Kakiinho
O projeto foi desenvolvido com participação da comunidade, em parceria com a Aclã, Associação de Skate da Atlântica, e skatistas locais que ajudaram a orientar decisões de uso e fluxo, incluindo Felipe Oliveira, Guto Santinelli e Eduardo Braz. Também houve contribuição do Léo Kakiinho, somando repertório técnico e leitura de pista a partir de quem vive o rolê de perto.
Esse tipo de construção coletiva aparece depois, no uso. Linhas que encaixam para níveis diferentes. Circulação mais clara. Menos conflito entre quem está rápido e quem está começando.

Materiais de primeira linha e durabilidade como prova de qualidade
Além do desenho e do uso, durabilidade também é critério. A escolha de materiais de primeira linha é parte do que sustenta a qualidade de um skatepark ao longo do tempo. No caso da Praça Atlântica, as imagens e registros em foto e vídeo ajudam a evidenciar isso. Mesmo com quase dois anos de utilização contínua, a pista segue sem necessidade de reformas ou manutenções, mantendo o desempenho e a integridade do conjunto.

Onde fica e como usar
A pista fica no Parque Dr. Sérgio Cyrino da Silva, Praça Atlântica, na Vila Valparaíso, em Santo André, SP. O endereço de referência divulgado na inauguração é Rua Piracicaba, Vila Valparaíso.
O horário foi historicamente divulgado como 6h às 21h na inauguração e ampliado para encerramento às 22h a partir de janeiro de 2026, mantendo abertura às 6h.











































