
Belém, no Pará, recebeu um dos mais importantes equipamentos de skate do país.
Localizada no Parque da Cidade, a nova pista — projetada pela equipe da Overall Engenharia — foi concebida para unir padrão olímpico e uso público acessível, conciliando demandas de atletas profissionais e da comunidade local.
Com mais de 15 mil m² de área total, (Mini ramp 117.30 Street 3355.17 e Park 1044.88) é hoje a terceira maior pista de skate da América Latina.
Um projeto pensado para todos os níveis
A pista do Parque da Cidade nasceu de um desafio: criar um espaço tecnicamente avançado, mas que também fosse acolhedor para quem está começando a andar de skate.
O resultado é um projeto que combina áreas de competição — com escadas, gaps e corrimãos de nível olímpico — a setores com obstáculos baixos e espaçados, voltados à iniciação esportiva e à prática cotidiana.
Essa decisão fez parte da proposta da Overall de democratizar o acesso ao skate e evitar que grandes equipamentos públicos se tornem espaços restritos a atletas de alto rendimento.
O desenho permite uso simultâneo e seguro por praticantes de diferentes idades e níveis técnicos, reforçando a vocação inclusiva do skatepark.
Design colaborativo e referências do skate nacional

O Park Olímpico foi assinado por Léo Kakinho, skatista e projetista reconhecido por obras como o Park do skatista Pedro Barros em Florianópolis.
A Overall foi responsável por transformar o projeto conceitual em modelagem executiva tridimensional, garantindo precisão geométrica e viabilidade construtiva.
Já o setor Street, desenvolvido pelo nosso arquiteto Paulo Vitor Tavares, apresenta percursos amplos e interligados, permitindo múltiplas linhas de manobra e fluxo natural entre obstáculos.
Entre os elementos de destaque estão a escada curva com euro gap, a mini ramp e o conjunto de três plataformas em níveis diferentes, que criam ritmo e variedade para o skatista.
Integração com o Parque da Cidade

O skatepark foi projetado em diálogo com o entorno natural do Parque da Cidade.
A implantação preserva árvores existentes e incorpora canteiros internos e áreas de sombra, garantindo conforto térmico e melhor integração com o ambiente urbano.
A vegetação também contribui para a drenagem e o respiro visual da pista, reforçando a ideia de que o skate é, por essência, uma prática de rua.
Compromisso com técnica e acessibilidade
Cada curva, transição e obstáculo foi projetado com rigor técnico, a partir do comportamento do concreto em superfícies curvas e da ergonomia da prática esportiva.
A equipe multidisciplinar envolveu engenheiros, arquitetos, urbanistas e skatistas, garantindo um resultado funcional, seguro e duradouro.
Embora o projeto tenha sido desenvolvido pela Overall, a execução foi conduzida por empresa local, sem vínculo com a equipe projetista. Essa distinção é importante para manter a clareza sobre o escopo de atuação e a integridade das soluções técnicas originalmente propostas.
O skate chega ao Norte do Brasil em grande escala
O projeto de Belém representa um avanço na distribuição territorial da infraestrutura do skate no Brasil.
Tradicionalmente concentrada nas regiões Sul e Sudeste, a modalidade ganha agora um equipamento de referência na Região Norte — com escala, desenho e função comparáveis às grandes pistas do país.
Para a Overall Engenharia, esse movimento reforça o propósito de ampliar o acesso ao skate e fortalecer a cena local por meio de projetos públicos de qualidade técnica e social.
Dito isso, como você pode viabilizar uma pista de skate na sua cidade?
A experiência de Belém demonstra que é possível unir planejamento urbano e esporte com impacto positivo.
Por isso, a Overall Engenharia reuniu sua experiência em um guia prático que explica as etapas para transformar uma ideia em projeto — da mobilização da comunidade até a execução da obra.
Acesse o manual completo em nosso site
